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Adoçantes artificiais: lobo em pele de cordeiro

por Maria Eduarda Soares Ventura

Na busca pelo sabor doce sem o adicional das muitas calorias que acompanha o açúcar, a população se entrega ao sabor semelhante e as calorias quase nulas dos adoçantes artificiais.

São utilizados pela maioria que já possuem uma alteração metabólica, como diabetes, obesidade, excesso de peso, disbiose (alterações intestinais)  e aqueles que não abrem mão do paladar doce, mas não pode exceder em calorias.

Mas, o que muitos não sabem é que por ser um “alimento artificial” ele confunde os nossos receptores do sabor (vamos chama-los assim), que recebem um sinal de açúcar – grande energia, só que essa energia não chega, fazendo uma baita confusão em todo o organismo, que passa a resposta final de que o alimento não chegou e ele não está satisfeito e precisa de mais.

Casal Fit

Estudos recentes relacionaram o consumo de adoçantes artificiais com o aumento dos riscos de adquirir intolerância a glicose, aumento de peso, e alterações na microbiota intestinal (saúde, fisiologia e metabolismo) do individuo, ou seja, o intestino passa a absorver mais glicose de outros alimentos.

Segundo a nutricionista Flávia Novaes, os adoçantes artificiais como o aspartame, sacarinas e a sucralose podem confundir o cérebro na questão de saciedade induzindo o individuo a comer mais e mais, e o que foi uma economia de energia se transforma em uma grande bola de acúmulo de glicose (açúcar).

“O que me preocupa ainda mais é a vontade absoluta do sabor doce. Seria tão interessante o individuo entender, provar e se adaptar ao sabor natural dos alimentos sem a necessidade de adoçar. Para os mais relutantes sugiro os adoçantes naturais como o xilitol ou stevia e para aquele que entra com a cara, coragem e paladar limpo uma boa xícara de café com uma bela dose de canela” sugere Flávia.

Fonte.:g1.globo.com/mg/zona-da-mata